segunda-feira, 4 de julho de 2011

Questões de toque em Crianças com Perturbações do Espectro Autista


Problemas sensoriais, muitas vezes interferem no aprendizado e no comportamento estranho ou inadequado.  
Enquanto a maioria das crianças com transtornos do espectro autista têm dificuldades de processamento  sensorial de um ou mais dos sentidos.o sensibilidade ao toque é mais comum.
Essas crianças reagem a sub ou super-estimulação com defensividade tátil.
Não querendo tocar ou ser tocado, ficando fora de abraços, e usando apenas determinados tipos de roupa caracteriza esse distúrbio sensorial.
No outro extremo, as crianças com problemas de  processamento tátil pode procurar o estimulo em excesso como-  Apego à mãe, tocar ou abraçar tudo e todos à vista, ou sem dor e repetidamente batendo a cabeça na cabeceira da cama.
O que é Transtorno Processamento Sensorial em Crianças com Autismo? 
O cérebro deixa de integrar as informações corretamente com os outros sentidos e a criança pode  perceber toque como de maneira perigosa, e reage defensivamente. um comportamento estranho ou de agressividade pode ser uma resposta inadequada do estimulo sensorial devido o transtorno.

Quando as crianças autistas são sensíveis ao toque, os sintomas podem variar de criança para criança, devido diferentes tipos de estimulos 

- dor - temperatura  -  vibração  - leve toque  - pressão  

Questões de toque em Crianças com Perturbações do Espectro Autista

   Crianças do espectro autista pode ser hipersensíveis ao toque ou hiposensível ao toque. Os seguintes sinais  - não sentir dor, recusa-se abraços, se apega demais, sempre quer apoiar em você ou te abraçar, sempre tocando coisas e pessoas, mantém a sua distância ao sentar-se com a família ou amigos, não gosta de texturas ásperas roupas, costuras, etiquetas, não quer escovar, pentear, ou lavar o cabelo, luta contra a escovar os dentes, não quer usar sapatos, gosta de fazer uma bagunça, fica irritado em pisar na grama ou areia, bate a cabeça na cabeceira da cama, chão, objetos ou pessoas e ama ou odeia brinquedos vibrando

http://www.johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Queridos Pacientes,


Estive esse fim de semana no último Congresso sobre Nutrologia Pediátrica onde discutimos vários temas importantes como: Obesidade; Síndrome Metabólica; Alimentação do lactante, do prematuro, do pré escolar, do escolar e adolescente; Deficiencia de zinco, Vitamina A e Ferro; Desnutrição.



 Muita coisa tem mudado nos últimos anos em Nutrição infantil. Eu e mais 50 pediatras de Belo Horizonte estávamos lá para conferir essas últimas novidades e oferecer aos nossos pacientes o que há de mais recente segundo a Academia Americana de Pediatria, União Europeia e Sociedade Brasileira de Pediatria.


 
Aguardem por novidades na próxima consulta.

Dra. Juliana C. Melo Franco

Obs. Vou postar em breve um resumo do que foi discutido no congresso.



Inverno



O inverno é um período especial porque nele ocorre um aumento importante do número de infecções das vias aéreas ou respiratórias nas crianças.

Além disso, as alergias pioram porque os ácaros (uma das causas principais de alergia) se multiplicam muito rápido nessa época do ano.

As rinites e bronquites malcuidadas podem favorecer as infecções.

Situações que podem alterar o mecanismo de defesa do sistema respiratório

• A poluição atmosférica nas grandes cidades vem da fumaça das indústrias e do escapamento dos automóveis. No inverno, devido ao fenômeno da inversão térmica, o ar poluído fica mais tempo em contato com as vias aéreas das crianças.

• O clima no inverno apresenta, em países tropicais, grande oscilações de temperatura, que podem registrar uma variação de até 15 graus num único dia.

• A permanência prolongada em ambientes fechados favorece a disseminação de vírus e bactérias.

• Outro fator a considerar é que, nos países tropicais, as casas não são preparadas para o inverno, principalmente aquelas construídas com pedras e cerâmicas em vez de madeira. Portanto, resfriam mais neste período, não protegendo os seus moradores.


O que fazer para diminuir as doenças de inverno

• Evite aglomerações, principalmente em locais fechados, tais como shopping centers, cinema e salão de festa.
• Agasalhe seu filho adequadamente.
• Ofereça uma dieta rica em frutas e sucos naturais para garantir uma hidratação adequada e com muitas vitaminas.
• Evite ambientes com fumaça de cigarro.
• Mantenha controlados, dentro do possível, os processos alérgicos tespiratórios da criança.
• Tente manter a casa aquecida (cuidado com as frestas das portas e janelas).
• Lembre-se da fórmula: casa saudável = família saudável.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cuidando dos ouvidos, nariz e garganta das crianças. Tania Sih e Ricardo Godinho

Antibióticos




Os antibióticos são muito importantes para o tratamento das infecções dos ouvidos, do nariz e da garganta, mas somente devem ser utilizados com prescrição médica.

Alguns pais, no entanto, entendem que o uso de antibióticos não é bom, outros não gostam que suas crianças usem antibióticos com frequência.

O medo de usar o antibiótico no tratamento dos filhos tem uma explicação interessante: somente doentes usam antibióticos! O antibiótico está associado a um evento negativo em nossas vidas e na de nossos filhos. Portanto, associamos o uso dos antibióticos com doença, daí o medo.

Por outro lado, algumas mães adoram antibióticos e somente ficam tranquilas quando saem do consultório com uma receita de antibióticos para seu filho.

Entre esses dois extremos, de rejeição ou total aceitação, é preciso saber mais sobre este medicamento tão importante.

Antes da descoberta da penicilina, que foi o primeiro antibiótico, muitas crianças morriam de doenças que hoje são tratadas ou evitadas com o uso desses medicamentos importantes.

A ciência médica e a história da humanidade demonstram o grande valor do uso criterioso de antibióticos e, da mesma forma, os riscos da sua utilização. O diagnostico preciso da doença, realizado pelo médico, poupa a criança de receber antibióticos desnecessários. Gripes não complicadas e outras viroses não necessitam de antibióticos. Portanto, a forma de utilização do medicamento torna-se um determinante importante dos seus benefícios.

Além disso, os antibióticos que usamos atualmente para tratar as infecções de ouvido, nariz e garganta não danificam, não mancham e nem escurecem os dentes.

O entendimento do papel adequado dos antibióticos tem sido confortador para muitos pais.

Os nossos reais inimigos são os microorganismos (vírus e bactérias) e as condições adversas do meio ambiente em que vivemos. Poluição e fumaça do cigarro também são nossos inimigos. Mudanças climáticas intensas e bruscas afetam de maneira negativa tanto o meio ambiente como a nossa saúde.

Muitas doenças são autolimitadas, ou seja, o próprio organismo da criança consegue resolver sozinho os transtornos relacionados à infecção, sem o auxilio de antibióticos. O uso intempestivo ou sem critérios dos antibióticos pode dificultar o diagnóstico de algumas doenças, retardar o tratamento correto e favorecer o surgimento de bactéria resistentes.

A confiança no seu médico é fundamental. Quando existe um relacionamento sólido entre o médico e a família, com possibilidade de reavaliação após 24-48 horas, podem-se evitar muitas prescrições de antibióticos. Entretanto, precisamos reconhecer que os antibióticos, quando bem indicados, são muito úteis.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cuidando dos ouvidos, nariz e garganta das crianças. Tania Sih e Ricardo Godinho

A criança que ronca.

Se a criança está roncando, certamente tem algo errado.

Quando o ronco acompanha os resfriados ou gripes e logo depois vai embora, não há motivo para preocupação. Igualmente corriqueiro é o ronco que surge nas crises de rinite e desaparece após o tratamento.

Entretanto, se o ronco persistir por meses, ou se estiver frequentemente incomodando a criança e sua família, será necessária uma avaliação bastante cuidadosa.


O ronco denota uma dificuldade relacionada à respiração. É um sinal de que o ar está passando com dificuldade pelo nariz e pela garganta. Se este processo persistir por meses, a criança precisará se adaptar e, neste caso, passará a respirar pela boca, pois esse se tornou o caminho mais fácil.

As crianças que “aprendem” a respirar pela boca ficam com os lábios entreabertos e com os dentes expostos. Os lábios tornam-se ressecados e se ferem com facilidade. A boca fica ressecada e pode ocorrer maior incidência de doenças bucais. A garganta também pode ficar irritada e doer ao falar e ao engolir.

O posicionamento da língua se modifica durante a respiração feita pela boca. As crianças que respiram habitualmente pelo nariz, ao engolir, em geral, pressionam a língua no céu da boca (palato). Entretanto, as que respiram pela boca tendem a pressionar a língua entre os dentes da frente. Essas alterações da postura dos lábios e da língua promovem mudanças na estrutura óssea do palato, tornando-o profundo. A arcada dentária se desenvolve pouco e os dentes ficam mal posicionados. A face se torna mais alongada, modificando a estética, que pode se tornar um problema para a criança e seus pais. O rosto da criança torna-se menos expressivo, dando a impressão de ela estar sonolenta e triste.

O tratamento adequado deverá envolver a participação de um grupo multidisciplinar formado por pediatra, otorrinolaringologista, alergista, dentista, fonoaudiólogo, pneumologista, fisioterapeuta e nutricionista.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Meninos que brincam de boneca




Existe muito preconceito a respeito. A velha expressão de que a criança do sexo masculino não brinca de bonecas é coisa para ser rediscutida, embora ainda cristalizada na maior parte das famílias, tanto em lares modernos como em conservadores. Há receio de que se deixarmos, incentivarmos, meninos a brincar com bonecas isso resultaria no aparecimento de problemas de desenvolvimento emocional, principalmente na evolução psicossexual dessas crianças. Em consequência, as pessoas afastam-na também de outros objetos de afago, como ursinhos, travesseiros, cobertores, etc.

A boneca não tem só função de desenvolver o apego, o afago e o afeto da menina pela maternidade ou mesmo ajudá-la a aprender a arte feminina de cuidar de crianças e tampouco significa que o fato de uma criança gostar de brincar com bonecas já demonstra uma opção sexual.

Cuidar de crianças não é coisa exclusiva de mulher. Quando um menino está brincando com bonecos e com outras crianças está também desenvolvendo uma estrutura nova de relacionamento social e familiar. Por isso é importante que o menino também passe por essa experiência, que sem dúvida irá ajudá-lo a desenvolver o instinto paterno, proporcionando um maior convívio com os filhos no futuro, transformando-o num homem que certamente participará com sua companheira na educação dos filhos.

São bem vindas as iniciativas mais recentes dos fabricantes que têm produzido bonecos, figuras humanas que servem a jogos de crianças de ambos os sexos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Obesidade Infantil

10 Atitudes para prevenir a obesidade infantil
                
1. Prepare os lanches de seu filho. Quando os pais não controlam os lanches, as crianças são capazes de comer um pacote de bolacha e de batatas fritas em poucos minutos. O melhor é fazer um lanche saudável e impor limites na quantidade de biscoitos e bolos, por exemplo.

2. Estabeleça a hora certa para as refeições. As crianças sem horários estabelecidos para as refeições, inclusive para os lanches, que comem a toda hora, com livre acesso a biscoitos, refrigerantes, salgadinhos, chocolates, sorvetes e doces podem ficar obesas. Neste caso, a rigidez na observação das regras é a melhor arma. Estabeleça horário e cardápio para a família e não abra mão disso nem mesmo para um inocente biscoito. A criança deve aprender a respeitar os horários.

3. Não armazene comidas gordurosas e calóricas. Para evitar a tentação procure não ter na dispensa biscoitos, chocolates e guloseimas. Não encha a geladeira com sorvetes, refrigerantes, bolos, tortas e docinhos. A disponibilidade de alimentos, principalmente em excesso, ajudará a criança a ganhar quilos extras.

4. Dê bons exemplos. De nada adianta fazer cardápios saudáveis, estabelecer horários, preparar deliciosos lanches nutritivos para as crianças se os adultos comerem fora do horário estabelecido. E mais: não dá para obrigar a criança a comer um prato de salada, tomando drinques e consumindo salgadinhos na sua frente. As crianças imitam os adultos. Assim, para ter crianças com bons hábitos alimentares é preciso dar exemplos.

5. Evite escolher preparações que tenham como ingredientes cremes de leite, leite condensado, bacon, salsichas, linguiças, maionese, amendoim, nozes, castanha, coco.

6. Exclua as frituras do cardápio e diminua a quantidade de óleo usada na preparação dos alimentos.

7. Substitua os refrescos artificiais e os refrigerantes por sucos naturais de frutas com pouco ou sem açúcar ou água de coco.

8. Leia os rótulos dos alimentos industrializados e veja a tabela nutricional. Procure os menos calóricos, com menor quantidade de gordura.

9. Prefira sempre alimentos naturais e as preparações caseiras.

10. Aumente o nível de atividade física da criança. Leve-a mais ao parque, estimule-a a fazer esportes, inclua-a nas tarefas de casa e limite o tempo para televisão e videogame.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Os limites da vaidade infantil" por Renata Borja - Terapia Cognitiva.


É normal que a criança queira imitar a mãe e mulheres que admira e isso pode ser saudável se for moderada e principalmente se a demanda inicial partir da criança. Quando a criança pega o batom da mãe, como uma brincadeira, para passar eventualmente ou pinta as unhas durante uma festinha, não há problema. O problema geralmente se dá por intervenção dos adultos, quando a criança é muito estimulada a ser vaidosa gerando até uma saída precoce da infância. A nossa sociedade atual tem apresentado uma inversão de valores aonde o que se aparenta ser é mais valorizado do que o que realmente se é. A preocupação com as aparências tem levado mais pessoas à depressão. Quando uma criança entende que a mãe e outros à sua volta a valorizam por apresentar um comportamento sexualizado ou mais adulto, essa criança entende que se ela não for bonita e sedutora ela não será amada e nem aceita, e isso poderá comprometer sua auto-estima resultando em sérios problemas na vida adulta. Muitas vezes os pais entendem que se incentivarem esse tipo de comportamento estariam ajudando seus filhos a terem auto-estima e a serem mais aceitos pela sociedade. No entanto, o que acontece na maioria das vezes é o contrário, pois essa criança começa a ter uma auto- imagem distorcida por não ter sido estimulada a gostar de si, estando ou não estando dentro dos padrões estéticos disseminados. Caso isso ocorra ela poderá se tornar uma pessoa vazia que superestima as ameaças externas e não confia nos próprios recursos, o que colabora para a depressão, transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, transtornos alimentares, entre outros… O equilíbrio está em valorizar a criança nas suas qualidades e incentivá-la a ser autônoma proporcionando a possibilidade dela se sentir amada, valorizada e aceita pelo que é e não pelo que teria que demonstrar.



O que fazer se seu filho tem medo do escuro ou acorda aterrorizado?





Tais reações costumam ocorrer com frequencia em crianças na idade pré-escolar, entre dois e cinco anos, e, quase sempre, necessitam de avaliação, pois estão associadas a insegurança, ansiedade e às vezes a superproteção inadequada.

O medo do escuro é muito comum. Não menospreze seu filho nem critique por isso. Tente compreendê-lo, pois insegurança, terror noturno e incapacidade de ficar sozinho costumam andar juntos e podem estar associados a uma crise familiar que as crianças costumam identificar e demonstrar com esses sintomas.

Se a criança chorar, demonstrar medo, relatar fantasias (bichos, fantasmas, ladrões), converse com ela, tranquilize-a, não a tire do quarto ou da cama, apenas acenda a luz e mostre a realidade. Procure fazer-lhe companhia. Não a ameace. Não a chame de covarde. Não a obrigue a ficar no escuro e não compare com outras crianças. Nunca a chame de medrosa.



Lembre-se que a criança não se comporta assim porque quer, mas porque está demonstrando algo. Se as medidas acima indicadas não derem resultado e as crises persistirem por mais de um mês, converse com o pediatra.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Chupando o dedo.

Chupando o dedo



O que fazer com crianças que chupam dedo?


Logo após o nascimento a criança chupa qualquer coisa. Durante a gravidez algumas crianças, dentro do útero, fazem sucção constante. Isso pode ter ocorrido acidentalmente quando, por coincidência, o dedo passou perto da boca e o feto o sugou.


No começo da vida, o ato de sugar é muito forte. É dessa maneira que o bebê se relaciona com o mundo. O instinto oral é fundamental e dá muito prazer ao bebê, sendo muito importante no desenvolvimento emocional e até no desencadeamento da amamentação adequada. É através do tubo digestivo que a criança entra em contato com o mundo. Com o crescimento, esse instinto básico oral vai evoluindo. O feto sai do útero, nasce, mama, desmama, engatinha, começa a andar sozinho. Tudo isso vai, progressivamente, levando ao distanciamento da figura materna, gerando frustração, pois, ao mesmo tempo que evolui, sente que está perdendo objetos, contatos, etc.

Nessa fase a criança usa objetos de transferência, objetos de apoio, tais como sucção do dedo, da chupeta, panos, cobertores, bichinhos de pelúcia ou mesmo trapos. À medida que o tempo passa a criança vai resolvendo seus problemas de segurança. Se suas necessidades básicas de atenção, carinho e apoio não são preenchidas, a tendência é se fixar em algumas coisas, por exemplo, a chupeta ou cobertor que ela não larga ou o dedo que ela insiste em sugar. Mães superprotetoras, que não permitem o rompimento da relação mãe-filho de modo progressivo, podem ajudar à instalação de insegurança e imaturidade. As crianças que depois de três ou quatro anos ainda continuam chupando o dedo pioram as alterações dentárias que, geralmente, estão associadas a problemas hereditários, genéticos, e podem contribuir para os problemas respiratórios. A sucção do dedo piora todas essas condições. Entretanto, nunca tome uma atitude drástica (brigar, gritar, botar substâncias irritantes no dedo, como pimenta e sal, passar esparadrapo, usar luvas ou chantagear dizendo que é feio, que os dentes estão horríveis) porque o efeito é exatamente o contrário.


Ao perceber que a criança está muito fixada na sucção do dedo, tente distraí-la, levando sua atenção para outra coisa. Faça com que se interesse por outros objetos de transferência: um brinquedo, uma música. Dê-lhe uma boneca, um carrinho, um bichinho. Com esse tipo de atitude, o hábito indesejado, como a sucção do dedo, pode terminar.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O que fazer com crianças que choram quando vão ao pediatra.



Os bebês até cerca de seis ou sete meses não se incomodam de ir ao pediatra e até se comportam bem, porque ainda não identificam a situação desagradável de estresse a que estão submetidos. Na maior parte das vezes, a partir dos sete ou oito meses, até o segundo ano de vida, as crianças ficam irritadas durante o exame, porque lutam contra a invasão de sua intimidade. Não conseguem e não podem compreender que o exame é para seu bem. Após os dois anos vão adquirindo confiança, dependendo muito, claro, do pediatra, da maneira como ele se relaciona com a criança e, também, da família. Para isso, é bom que se tomem alguns cuidados. Nunca ameace a criança com castigos dizendo que ela vai ser levada ao médico, nunca o pinte como um justiceiro que vai fazer cobranças ou aplicar castigos, injeções etc. Tente evitar ansiedade, não dizendo com muita antecedência nem com detalhes exagerados o que vai acontecer. Conforme o tempo passa, a criança fica cada vez mais ansiosa e tende, também, a fantasiar de maneira exagerada o que pode vir a acontecer durante o exame.

Aja com moderação, tranquilidade e paciência, sem exageros. Explique a necessidade do exame de forma clara e objetiva. Confie em seu bom senso, converse com seu médico. Leve a criança ao consultório, às vezes só para conversar, sem necessidade de exame e, principalmente, nunca minta. Seu filho precisa confiar em você. Tente mudar a maneira de se relacionar com seu filho. Seja suave, mas firme. Transmita segurança e a situação tende a se normalizar pouco a pouco.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dicas para o bebê dormir bem.


Dicas para o bebê dormir a noite toda.



• O peito ou a mamadeira devem ser dados em intervalos superiores a duas horas e meia.

• A mamada ou a mamadeira da madrugada, em bebês com menos de cinco meses, deve ser rápida, desacompanhada de qualquer sorriso, conversa ou gesto que estimule brincadeiras, sem colo (no caso de mamadeira) ou balanços, sem luzes acesas, apenas com lâmpadas de baixa luminosidade, pois a noite foi feita pra que todos durmam.

• Coloquem o bebê no berço quando ele começar a dormir, porém ainda acordado, para que aprenda a dormir sozinho. Caso contrário, passará a noite choramingando, exigindo a presença da mãe ou de outra vítima.

• Não promovam nem estimulem a alimentação à noite; a partir do quarto mês, tentem retirar a mamada noturna.

• Não permita que o bebê durma segurando a mamadeira.

• Não troque fraldas durante a noite, a não ser que estejam incomodando o bebê ou em casos graves de assaduras.

• Não coloquem o bebê na cama do casal.

• Os contatos noturnos devem ser breves e secos, das 22h às 6h.

• Coloquem o bebê para dormir sempre no mesmo horário.


Para prevenir o choro noturno de bebês que têm medo, recomenda-se que:




• Deem ao bebê um companheiro noturno, um ursinho, um travesseiro, uma fralda, um brinquedo de borracha, algum amiguinho.

• Deixem a porta do quarto aberta.

• Mantenham o quarto do bebê escuro ou com uma lâmpada de baixa intensidade acesa.

• Assim que chegarem em casa, as mães que trabalham ou estudam devem segurar, acariciar, conversar, brincar com seu filho. Assim, reduz-se o risco da ansiedade da separação.

• Quando chorarem à noite, devem ser imediatamente tranqüilizados, porém sem brincadeiras. Se entrarem em pânico, recomenda-se que a mãe durma a seu lado até que acalmem ou adormeçam.

• Qualquer pessoa que vá dormir no quarto do bebê deve ser apresentada a ele quando ainda estiver acordado. Caso isso não seja feito, ao despertar à noite, ele ficará assustado por ver uma pessoa desconhecida a seu lado.

• Evitem, dentro do possível, retirar o bebê do berço.

• Se o bebê com um ou dois meses dorme a noite toda, não fiquem tristes nem preocupados, pois vocês foram premiados.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Crises de birra

Crises de Birra – O que fazer?





As crises de birra são caracterizadas por um comportamento explosivo, tempestuoso, em que a criança chora, grita, dá pulinhos no mesmo lugar, esperneia, joga-se e espoja-se no chão, dá socos, pontapés, joga objetos.

As crises surgem a partir de um ano de idade, porém, mais frequentemente, a partir do segundo ano. Antes alegres, sorridentes, simpáticas, agradáveis, essas crianças, de um momento para outro, passam a ter essas reações frente a negativas ou exigências feitas pelos pais ou familiares, para intimidá-los e conseguir seus objetivos.

A frequencia das crises está relacionada com a atitude tomada pelos adultos. Se os pais se intimidam – já que a finalidade única é submetê-los aos desejos e às vontades dos filhos –, com receio de prejudicá-los ou aumentar seu sofrimento, provavelmente as crises se repetirão e serão mais intensas quanto maior for a preocupação dos pais. Alguns desses episódios são de tal intensidade que são denominados de “reações catastróficas”, deixando os pais pasmos, perplexos, impotentes e apavorados.

Frequentemente, os pais deixam de tomar uma atitude firme por vários motivos, que vão desde pensar que a criança possa sofrer algum dano físico ou emocional, por respeito ao vizinhos, para evitar que pensem que o filho esteja sendo espancado, ou até por comodismo. Às vezes, os pais enfrentam a batalha e tentam resolver “na raça”, o que também não dá certo.


Então, o que fazer? Em primeiro lugar, convencermo-nos de que a birra não acarreta nenhum dano físico, mental ou emocional à criança; que ceder a seus caprichos é tão nocivo quanto reprimir o episódio com violência; que será bom manter uma atitude de tranqüilidade, às vezes até de indiferença, que demonstre à criança que ela não irá conseguir o que deseja usando esse tipo de artifício; que deverá ficar com a criança durante a crise alguém capaz de não interferir no processo, mantendo uma atitude calma e tranqüila; que, em hipótese alguma, a criança poderá sofrer agressões físicas (tapas, palmadas, beliscões), receber jatos de água fria, ser repreendida com gritos e ameaças; que a contenção só deverá ser usada em casos de risco, que são muito raros, tomando-se o cuidado de explicar-lhe em tom manso e carinhoso, por que estão sendo restringidos seus movimentos.


Quando estamos bem equilibrados, seguros de que amamos nossos filhos e os tratamos bem, torna-se fácil controlá-los, usando como armas o afeto, o carinho e a firmeza. Quando começam a choramingar, devemos dizer “nada de choro!”, em tom firme, porém sem raiva. Temos de ensinar-lhes que choro contumaz e birra não vão levar a nada e que seria melhor que eles poupassem o fôlego e a saliva. Embora o choro de malandragem, para conseguir as coisas, seja facilmente reconhecido, é preciso não esquecer que existem doenças que tornam as crianças mais choronas. Nos raros casos de dúvida, o pediatra deverá ser consultado.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Otite Média Aguda

OTITE MÉDIA AGUDA
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

A Otite Média Aguda (OMA) é o processo inflamatório agudo do revestimento epitelial respiratório da fenda do osso temporal (mastoide, orelha média e tuba auditiva).


Epidemiologia

Apresenta uma importante influência genética relacionada ao funcionamento inadequado da tuba auditiva. Até 1 ano de idade cerca de 10% das crianças terão 3 ou mais episódios de OMA e até os 3 anos de idade, 3 em cada 4 crianças terão apresentado pelo menos 1 episódio de OMA. O pico de maior frequência da OMA está entre 6 e 12 meses de vida.

Apesar de muito frequente, a história clínica é extremamente favorável, mas pode apresentar quadros mais graves em crianças menores de 2 anos, principalmente naquelas que estão em creches ou escolinhas.

A presença de otite média aguda bilateral merece atenção especial. Trata-se da principal causa de prescrição de antibióticos na infância.


Etiologia

Observa-se a presença bacteriana em cerca de 80% dos casos de OMA. As principais bactérias são o Streptococcus pneumoniae e o Haemophilus influenza. Ainda se observa a presença de Moraxella catarrhalis, Staphilococcus aureus, estreptococos e gram negativos.

Vírus são encontrados em quase 35% dos episódios e são representados pelo VSR, Influenza, Parainfluenza, Cocsakie e Enterovírus.


Diagnóstico

Evolução aguda e frequentemente muito favorável:
Geralmente precedida ou associada ao resfriado comum;

- Lactantes: irritabilidade, hiporexia ou anorexia, febre. Dificuldades de deglutição devido à exacerbação da otalgia. Manipulação frequente da orelha. Pode se associar a diarreia e vômitos. Otorreia pode estar presente.

- Pré-escolares: otalgia, irritabilidade, febre. Plenitude auricular, zumbido. Otorreia pode estar presente.


Manifestações clínicas frequentes


Febre; Irritabilidade ou prostração; Obstrução nasal e/ ou rinorreia.

Principal achado da otoscopia: abaulamento timpânico associado a hiperemia e presença de líquido na orelha média (pus ou efusão).


Critério diagnóstico I

Evolução aguda associada a alteração da otoscopia (abaulamento + hiperemia + pus ou efusão) ou presença de otorreia.


Critério diagnóstico II

Casos graves: otite bilateral ou em crianças menores de 2 anos, principalmente aquelas em berçários ou creches. Crianças com deformidades craniofaciais ou com doenças crônicas das vias aéreas ou do sistema imunológico frequentemente apresentam quadros mais graves.





Tratamento da otite média aguda

Analgésico e antitérmicos para todas as crianças com OMA. Nos casos bilaterais, aconselha-se o uso por 3 a 5 dias.


Antibiótico

Uso imediato do antibiótico

OMA bilateral

Crianças menores de 2 anos

Presença de Otorreia

Comprometimento significativo do estado geral

Presença de complicações

Crianças com doenças imunológicas ou respiratórias

Crianças com deformidades craniofaciais



Uso oportuno do antibiótico


Crianças maiores de 2 anos com febre e otalgia após 2 ou 3 dias de tratamento sintomático.


Antibióticos de 1° escolha:

- Amoxicilina;

- Azitromicina;

- Eritromicina.


Antibióticos de 2° escolha:
Presença de complicações ou na ausência de resposta em 48 – 72 horas.

- Amoxicilina – dose dobrada;

- Amoxicilina com clavulanato;

- Ampicilina com sulbactam;

- Acetil cefuroxima;

- Claritromicina.


Na presença de otorreia:
Curativos otológicos e gotas otológicas (7 a 10 dias).


Situações especiais

Crianças com intolerância gastrointestinal ou que não aceitam antibiótico por via oral ou em casos de OMA refratária aos antibióticos de 2° escolha: ceftriaxona (5 a 7 dias ou até o restabelecimento da via oral).

Crianças menores de 2 anos em creches ou berçários apresentam possibilidade aumentada de pneumococo com resistência intermediária a penicilina: amoxicilina – dose dobrada.

Crianças maiores de 2 anos com OMA unilateral e febre < 38° C: analgésico e conduta expectante, com retorno assegurado ao médico se há piora ou persistência de dor após 2 dias.

Crianças especiais: aquelas com diferença facial (fissura palatina, malformações dos 1° e 2° arcos branquiais), síndrome, retardo mental ou imunodeficiência merecem acompanhamento de especialista.


Identificação precoce de complicações:
Na presença de complicações, aconselha-se a participação do especialista.

Complicação intratemporal:
Hiperemia e/ou edema na mastoide; Presença de paralisia facial; Labirintite.

Complicação intracraniana:
Alterações do sistema nervoso central.

Monitoramento da saúde otológica:
Aconselha-se a realização da otoscopia, para avaliar a evolução do processo de cura da OMA. A presença de efusão na orelha média pode ser observada por até 60 ou 90 dias após o quadro agudo.

                             

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Células-tronco do cordão umbilical: congelar ou não?

 A decisão de congelar o sangue do cordão do seu filho para poder curá-lo no futuro não é tão fácil. Se quiser, ainda antes do parto, você deve optar entre doá-lo ao banco público ou guardar no particular. No privado, paga-se caro, cerca de 4 mil reais. Mas muitos pais consideram esse um grande investimento. No entanto, há opções para famílias que não querem ou não podem desembolsar essa quantia. No banco público é de graça, mas são poucas as maternidades ligadas a ele e o estoque ainda é pequeno – o que dificulta as chances de compatibilidade caso seu filho precise.

Mas qual a razão de nos preocuparmos tanto com algo que antes era simplesmente descartado? Porque o cordão tem células-tronco que podem ajudar a tratar doenças graves de origem sanguínea, como a leucemia. Comparadas às células embrionárias, as do cordão são limitadas – enquanto as primeiras têm potencial para se transformar em diversos tipos de células e tecidos do organismo, as segundas geram apenas a espécie de que se originam, isto é, sangue. O problema das embrionárias é a discussão ética que as envolve – tem quem as considere um ser humano..

1. Por que as células-tronco do cordão umbilical são especiais? 
Atualmente congela-se o sangue do cordão umbilical, que tem o mesmo potencial terapêutico da medula óssea, ou seja, trata doenças relacionadas a cânceres no sangue (onco-hematológicas). Ele é rico em células-tronco adultas e tem inúmeras vantagens de uso – inclusive estima-se que tenham substituído um terço dos transplantes de medula óssea. O processo para retirar o sangue do cordão é indolor e não apresenta nenhum risco para a mãe ou para o bebê. Como são células novas, não foram expostas a agentes externos como radiação, poluição, infecções etc. No caso de um transplante, as chances de rejeição são menores. Também é mais fácil encontrar um doador compatível. Encontra-se uma medula óssea compatível a cada 20 mil amostras. No caso do sangue do cordão, esse número cai para um a cada 4 mil.

2. Quais doenças são curadas com a célula-tronco do sangue do cordão?

Leucemias, linfomas, mieloma, deficiências imunológicas, anemias, doenças do metabolismo, osteoporose, entre outras. Estudos prometem a cura de diabetes tipo 1, esclerose múltipla, lesões raquimedulares, cerebrais, ósseas e articulares, doenças cardíacas (como insuficiências, infarte e de Chagas) etc. Em 2010, um estudo realizado pela Duke University, nos Estados Unidos, com crianças e bebês com paralisia cerebral sugeriu que, quando tratadas com o sangue do próprio cordão umbilical, apresentaram melhoras significativas nas habilidades motoras e de fala. No entanto, esse tipo de uso de células-tronco ainda está em teste.

3. Quanto custa congelar?

No banco público, nada. No particular, sai caro – cerca de 4 mil reais, mais uma taxa anual de manutenção de 600 reais, em média.

4. Como funciona o banco privado?

No banco privado, você paga uma taxa pela segurança de ter células-tronco compatíveis com a sua família. É quase como um seguro de carro: se precisar, está prevenido. Não pense que o congelamento é garantia de vida em doenças graves. Quando o mal é genético, as células do cordão também podem ser doentes. Na verdade, 90% das pessoas que possuem doenças tratáveis com o sangue do cordão não poderiam usar o seu próprio no tratamento. No entanto, segundo Lygia da Veiga Pereira, geneticista do Instituto de Biociências da USP, se uma criança descobre ter leucemia, não tem irmãos, mas o sangue do seu cordão foi estocado, ela poderia fazer um autotransplante enquanto aguarda um doador compatível. “Há diversos estudos mostrando bons resultados com esse tipo de procedimento”, diz.

O que mais acontece hoje é o uso aparentado, ou seja, entre irmãos. Ainda assim, as chances de compatibilidade são de 25%. A probabilidade de seu filho precisar desse benefício até os 20 anos é de uma para 20 mil.

5. E o banco público?

É possível doar o sangue do cordão umbilical do seu filho para o banco público. O problema é que apenas maternidades vinculadas à rede BrasilCord realizam a coleta. Hoje, elas estão presentes em São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Fortaleza, Recife, Florianópolis e Belém. São 11 bancos públicos que existem no Brasil e este ano devem ser inaugurados mais dois, em Curitiba e Belo Horizonte. Lembre-se de que você não terá prioridade caso venha a precisar do cordão, e deverá achar um doador compatível com a criança. Como o Brasil é um país miscigenado, isso pode ser complicado. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) tem 10 mil amostras de sangue congeladas.

6. Como saber se o sangue doado é seguro?

O sangue da mãe doadora é coletado e analisado na hora do parto e de três a seis meses depois. Se um desses exames apresentar qualquer micro-organismo transmissível pelo sangue, o cordão é incinerado. Caso contrário, vai para o banco. Nos bancos privados, é a mesma coisa: se houver problema, a amostra é descartada.

7. Eu posso doar para um banco público?

Sim, desde que o parto seja em um dos bancos credenciados. Como se trata de saúde pública, existem regras. Para doar, a mulher precisa ter entre 18 e 36 anos, no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas e nenhum antecedente de doenças como câncer ou anemias hereditárias. O parto não pode ser antes da 35a semana de gravidez nem o bebê deve ter peso inferior a dois quilos.

8. Devo optar pelo público ou particular?

Só você pode decidir. Analise a relação entre o custo e o benefício das duas opções. A primeira questão a considerar é a financeira. O banco privado custa caro e o público é de graça. Além disso, é preciso ver se você pode fazer o parto em uma das maternidades credenciadas pela rede pública. Se houver casos de doenças como leucemia em sua família, você pode querer uma garantia extra e optar pelo banco privado, até porque na rede pública você não tem prioridade sobre o cordão. Já se você colaborar com o banco público, aumenta os estoques de amostras. Se bastante gente fizer essa opção, vai ser mais fácil encontrar um doador compatível.

9. O sangue de um cordão basta para tratar uma doença?

Nem sempre. Assim como no transplante de medula, recomenda-se que o paciente seja menor de 60 anos. No caso do peso, a matemática é simples: quanto mais pesado o paciente, maior o número de células-tronco necessárias e, para ter muitas células-tronco, é preciso muito sangue. O problema é que o volume sangüíneo encontrado no cordão é pequeno, atendendo a, no máximo, um adulto com cerca de 60 quilos. Se ele for maior, existem duas opções: no banco público, é possível combinar cordões compatíveis e, no privado, podem-se expandir as células-tronco no laboratório.

10. Por quanto tempo o sangue pode ficar congelado?

O sangue de cordão mais velho que já foi descongelado, com estudos publicados, tinha 15 anos e estava intacto. Isso sugere que, se o congelamento for feito corretamente (no nitrogênio a 135ºC negativos), a expectativa é que as células-tronco continuem boas por décadas. Se isso acontecer e as pesquisas avançarem, é possível que, quando seu filho for adulto, ele seja curado de doenças como o mal de Parkinson por meio do sangue do cordão.

11. Não congelei: e agora?

Não há razão para desespero. Caso seu filho necessite de um transplante, você pode recorrer aos bancos públicos. Também há a opção de engravidar novamente, como acontece em algumas famílias.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Alimentação Complementar no 1° ano de vida.


• Sempre começamos pelas frutas que devem ser oferecidas no meio da manhã e no meio da tarde. (9h30 e 14h30)

• O ideal é começar com frutas simples como laranja serra d’água, maçã, mamão e banana, oferecer uma a cada dia para observar possíveis reações alérgicas ou intolerâncias.

• Uma boa sugestão é sempre dar suco pela manhã e a fruta amassada ou raspada à tarde.

• Depois da 1° semana, podemos dar qualquer tipo de fruta. (Ex: pêra, pêssego, caju, maracujá, manga, melancia...)

• Exceção apenas para morango, uva e kiwi que devem ser comprados orgânicos (sem agrotóxicos).

• Ofereça sempre muita variedade, sucos de laranja com melancia, laranja com mamão, mamão com morango.

• Após um mês de apenas frutas, podemos iniciar com a primeira papa salgada que deve ser oferecida só no horário do almoço.

• A 1° papa salgada deve conter inicialmente uma carne (ex: músculo ou frango) + 2 legumes + 1 tubérculo (ex: mandioca, batata inglesa, inhame ou cara).

• O tubérculo funciona como carboidrato e por isso deve sempre estar em maior proporção.

• A comida deve ser preparada refogada com óleo vegetal (soja, canola, azeite); uma pitadinha de sal; cebola; cebolinha... (o alho deve ser acrescentado aos poucos).
Obs. Cozinhe bem e depois amasse com um garfo, nunca passe na peneira ou bata no liquidificador.

• Inicialmente, cada alimento deve ser dado separado para que a criança conheça o sabor de cada alimento.

• Após 15 dias de carne + legumes, podemos acrescentar a leguminosa que no caso será o feijão.

• Após o 6° mês já podemos introduzir a gema de ovo (sempre bem cozida) e os cereais (ex: arroz ou macarrão).

• Após um mês de almoço, podemos iniciar também com o jantar.

• No 8° mês já podemos dar o ovo inteiro (2 a 3 por semana) e o peixe deve fazer parte do cardápio 2 vezes por semana.


Dica de rotina alimentar
7h – Leite materno ou fórmula infantil adequada para idade da criança.
9h30 – Suco de frutas (100 ml)
12h – Almoço com 1 carne + 1 tubérculo e/ou cereal + 1 leguminosa + 2 legumes e/ou verdura.
14h30 – Fruta amassada ou fruta com cereal (ex: aveia, farelo de trigo)
(Se necessário + uma mamadeira ou leite materno)
17h30 – Jantar = almoço.
21h – Leite materno ou fórmula infantil.

Observação:
• Nunca dê gelatina ou suco de gelatina, pois é um alimento com valor nutricional zero além de conter muito açúcar e corantes. Não é fonte de colágeno.

• Nunca dê mel antes de 1 ano de vida, pois pode causar botulismo.

• Pense que seu bebê está formando um hábito alimentar para a vida inteira.

• Dê sempre pequenas quantidades de água ao longo do dia.
 

 Dica de livros de receitas:
• Meu Bebê Gourmet – (Margarete Steigleder).
• O Grande Livro de Receitas – Comidas para bebês e crianças. – (Bridget Wardley e Judy More).
• 100 receitas para crianças inteligentes – (Christine Bailey).
• Dona Benta para crianças – Lanches para toda hora. (Editora Globo).

Como lidar com a recusa aos alimentos.

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• Aceitar a recusa de seu filho por um alimento com paciência, respeito e compreensão, ao invés de adotar estratégias repressoras ou punitivas que o pressionem a comer determinado alimento, podendo gerar um clima de caos na hora da refeição.
• Tentar perceber se está sendo manipulada por seu filho, que, ao sentir sua angústia para que coma, praticamente fica com um “trunfo” em suas mãos.
• Acalmar-se e controlar seu nível de ansiedade.
• Não ter medo de lidar com a agressividade de seu filho e de se impor – use sua autoridade, e não confunda isso com autoritarismo, crueldade, chantagem ou “dar o troco”.
• Confiar em si! Você é a mãe e, por enquanto, é quem pode conduzir melhor a situação.
• Respeitar os horários das refeições e acostumar seu filho a comer nos lugares apropriados para isso.
• Proporcionar o melhor clima possível na hora da refeição.
• Deixar que bebês a partir de 9 a 11 meses peguem a comida com as mãos, que sintam sua textura e espalhem a comida no prato com sua própria colher, estimulando, assim, sua curiosidade pelos alimentos e desenvolvendo suas sensações (nojo, aflição, etc.).
• Explicar sobre as cores dos alimentos, sua consistência (se são macios, duros, etc.) como são gostosos e importantes para a saúde.
• Ajudar seus filhos, aos poucos, a escolher o que comer, depois a fazer o seu próprio prato.
• Não se esquecer de que sua expressão facial (sua expressão não verbal) estará sendo captada de forma exímia por seu filho. A expressão vale mais que mil palavras!

Com esses cuidados, essa fase de recusa alimentar tenderá a ser passageira e ajudará muito na estruturação da personalidade de seu filho.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dermatoses dos pés

Hoje vou falar das dermatoses que mais tenho visto nos pés das crianças - Doenças bem comuns no verão.

BICHO GEOGRÁFICO - é o nome popular da doença causada pela Larva migrans, forma cutânea - um minúsculo parasita que habita as praias e tanques de areia. Quem as deposita lá são cachorros e gatos, muitas vezes levados pelos próprios donos... A lesão tem este nome porque a larva caminha (0,5 a 1 cm ao dia) no subcutâneo, deixa um rastro, um caminho, que um dia alguém achou que parecia um mapa (= geográfico). Coça muito. O tratamento é feito através de cremes tópicos e algumas vezes medicamentos por via oral.


FRIEIRA ou PÉ-DE-ATLETA - este nome, que sugere doença causada pelo suor, é uma dermatite fúngica. Quem causa aquela descamação entre os dedos dos pés é um fungo, que adora lugares úmidos, escuros e quentes (como também a região das fraldas e a boca dos bebês). Devemos tratar a lesão (com antifúngicos em solução ou spray) e tratar os sapatos e tênis, com os talcos antifúngicos.



VERRUGA PLANTAR - ou olho-de-peixe. Esta doença da planta dos pés é comum o ano todo, mas vemos mais agora no verão. Em geral é uma lesão única, com 0,5 a 1 cm de diâmetro, com este aspecto da figura em baixo. Coça e pode doer. Tratamento é feito com colóide (gel grosso) medicamentoso, aplicado todos os dias. Eventualmente, podem ser retiradas/queimadas pelo dermatologista.
DESIDROSE dos pés- esta é mais complicada - por não ser uma doença de causa única. Pode ser falta de hidratação, associada ao excesso de suor, uso de produtos químicos... São aquelas bolinhas, meio descamativas, que rompem, coçam, melhoram e voltam. Tem quem ache que é "ácido úrico" (não!!! nada a ver).

Exames que o recém-nascido vai fazer na maternidade(ou assim que tiver alta)


Cada vez mais amplos, os exames feitos logo após o nascimento do bebê ajudam a detectar precocemente doenças que não costumam apresentar sintomas imediatos, mas comprometem a saúde já nos primeiros meses de vida. Na rotina das maternidades, o recém-nascido passa por exames obrigatórios e outros que não são de praxe em todas as instituições, mas que podem ser solicitados pelos pais. Veja alguns detalhes sobre os exames e o que eles indicam.

Teste do pezinho básico (ideal fazer no 5°dia de vida)
É obrigatório. Feito em laboratório, com amostra de sangue retirada do calcanhar do bebê ou de uma veia. A coleta se faz depois de 48 horas, pois o recém-nascido deve ter sido alimentado. Isso é necessário para ativar o metabolismo, pois as doenças detectadas são basicamente desordens metabólicas. Entre elas, estão:
- PKU ou fenilcetonúria - doença causada por deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina, que ao se acumular no organismo lesiona o cérebro e provoca retardo mental. O bebê nasce normal e os sintomas só aparecem depois dos 6 meses. É incurável, mas uma dieta alimentar evita seu desenvolvimento.
- TSH ou T4 - aponta hipotireoidismo congênito, que é a insuficiência do hormônio da tireoide, necessário ao desenvolvimento do sistema nervoso. Os sintomas demoram a aparecer e a criança sofre atraso do crescimento e retardo mental. Pode ser tratada com reposição do hormônio.
- IRT - detecta fibrose cística, que ataca pulmões (com grande produção de muco, que gera tosse) e pâncreas (afetando o metabolismo, o que provoca apetite voraz e desnutrição). É incurável, mas pode ter efeitos amenizados com tratamentos precoces.
- Eletroforese de hemoglobina - indica doenças sanguíneas, entre as quais a mais comum é a anemia falciforme. Trata-se de uma alteração da hemoglobina que dificulta a circulação, causando lesões nos órgãos. Afeta mais a raça negra, embora ocorra também na branca. Incurável, pode ser amenizada com tratamentos precoces.
Teste do pezinho ampliado
A extensão do teste varia, com exames para identificar até 30 doenças diferentes. Os mais pesquisados são a hiperplasia congênita da supra-renal, a galactosemia, a deficiência da biotinidase, a deficiência de G6PD e a toxoplasmose. Não são obrigatórios, mas podem ser indicados pelo pediatra e você pode solicitá-lo na maternidade.
Teste da orelhinha ou triagem auditiva
Verifica, com equipamentos, se o bebê escuta perfeitamente. Deficiências auditivas detectadas cedo facilitam a reabilitação e a aquisição da fala. É obrigatório nos hospitais públicos e costuma ser oferecido também nas instituições privadas.
Reflexo vermelho
É o exame com um oftalmoscópio, aparelho que emite luz e produz uma cor avermelhada e contínua nos olhos saudáveis, descartando a presença de tumores ou de catarata. Também chamado de teste do olhinho, não é obrigatório e deve ser solicitado se não for oferecido. Como é um exame simples, não costuma ser cobrado

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

DICAS DE PASSEIOS COM CRIANÇAS EM BELO HORIZONTE



• Instituto Inhotim - Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte. Acesso pelo km 500 da BR-381, sentido São Paulo. Quintas e sextas, das 9h30 às 16h30, sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. Ônibus: saída da Rodoviária de Belo Horizonte às 9 horas (plataforma F2) e retorno às 16 horas, aos sábados e domingos. Entrada R$ 15 (Meia-entrada válida para estudantes e maiores de 60 anos). Crianças até 5 anos não pagam. Informações: (31) 3227-000. www.nhotim.org.br
• Museu de Artes e Ofícios - Praça Rui Barbosa, s/n (Praça da Estação) - Terça, quinta e sexta-feira, de 12h às 19h. Quarta-feira, de 12 às 21 horas (De 17 às 21 horas, a entrada é gratuita). Sábado, domingo e feriado, de 11 às 17 horas. (Aos sábados a entrada é gratuita). Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia).
• Museu de Ciências Naturais da PUC Minas - Avenida Dom José Gaspar, 290 - Coração Eucarístico. Terça, quarta e sexta-feira, das 8h30 às 17horas. Quinta-feira, das 13 às 21 horas. Sábados e feriados, das 9 às 17 horas. Informações: (31) 3319-4152. www.pucminas.br/museu. Visitação: R$ 4.
• Museu dos Brinquedos - Avenida Afonso Pena, 2564. Segunda à sexta, 9 às 17 horas e sábados e feriados, das 10 às 17 horas. Ingressos: R$ 6 (segunda a sexta) e R$ 8 (sábados e feriados). Informações: www.museudosbrinquedos.org.br ou (31) 3261 3992.
• Museu Giramundo - Rua Varginha, 245 - Floresta. Terça a sábado, das 9 às 12 horas e 13 às 17 horas. Valores: R$6 (inteira) e R$ 3 (meia). Informações: (31) 3446-0686 ou www.giramundo.org
• Museu de História Natural e Jardim Botânico Da UFMG - Rua Gustavo da Silveira, 1.035 - Santa Inês. Terça a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 13 às 16 horas. Sábados e domingos, das 10h às 17 horas. Visitação: R$ 4. Informações: (31) 3409 -7614 e www.mhnjb.ufmg.br.
• Museu Histórico Abílio Barreto - Avenida Prudente de Morais, 202 - Cidade Jardim. Terça a domingo, das 10 às 17 horas. 5ª feira, das 10 às 21 horas. Visitas à área externa: terça a domingo das 7 às 18 horas. Informações: (31) 3277-8573.
• Parque Ecológico da Pampulha - Avenida Otacílio Negrão de Lima, 7.111 - Pampulha. De terça a quinta visitas de grupos agendados. De sexta a domingo ao público em geral. O horário é sempre de 8h30 às 17 horas. A entrada é gratuita.
• Parque das Mangabeiras - Rua Caraça, 900 - Serra. Aberto ao público de terça a domingo e feriados no horário de 8 às 18 horas. Entrada gratuita. Informações (31) 3277-8277 e 3277-9698.
• Parque Municipal - Avenida Afonso Pena, 1377 - Centro. Das 6 às 18 horas, de terça-feira a domingo. Entrada Franca.
• Vale Verde Alambique e Parque Ecológico - Rodovia MG 50, km 39 - Bairro Vianópolis (Betim/MG). Segunda à sexta, das 9 às 17h30, sábados, domingos e feriados, de 9 às 18 horas. Ingressos: adultos: R$10 (segunda à sábado) e R$15 (domingos e feriados) e crianças (até 1,35m): R$7,50 (domingos e feriados) e R$5 (segunda à sábado). Informações: (31) 3079-9171 ou www.valeverde.com.br
• Zoológico - Avenida Otacílio Negrão de Lima, sem número - Pampulha. Horário de visitação: de terça a domingo, das 8h30 às 16 horas. Informações: (31) 3277-7100 e 3277-8489. Entrada: pedestres: gratuita na terça, R$1 (quarta a sábado), R$2 (domingos e feriados).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Tudo sobre assaduras

O que causa a assadura?
A assadura ou dermatite de fralda é uma reação da pele que ocorre na região das fraldas devido ao contato da pele fina e sensível do bebê com as fezes e urina. É caracterizada por vermelhidão, podendo ocorrer inchaço, apresentar lesões em forma de bolinhas e descamação. A demora na troca de fraldas, bem como o ambiente úmido e quente da fralda e o uso de produtos não apropriados para a pele do bebê favorecem o surgimento da dermatite de fraldas.

A alimentação pode interferir nas assaduras?
Sim, principalmente quando os alimentos sólidos começam a ser introduzidos como complemento ao leite materno. Isso acontece em especial com os alimentos ácidos.

A primeira dentição provoca assaduras?
A relação da dentição com assaduras é muito comentada e até mesmo vista com alguma freqüência. Durante o período da erupção dentária as crianças podem ter alterações como irritabilidade, vômitos e até diarréia, que, como conseqüência, pode provocar assaduras.

Usar amido de milho (maizena) ajuda na prevenção?
O uso do amido é uma prática muito antiga. A primeira referência do uso para prevenção de assaduras remete ao período em que não existiam outros produtos para essa finalidade. O uso constante altera a hidratação natural da pele e pode provocar ressecamento e descamação, favorecendo a assadura.

Fralda de pano ou descartável?
A escolha é dos pais. A higiene adequada é o fator principal para a prevenção da assadura, assim como o uso de uma pomada apropriada que atenda a finalidade de proteção. Pomadas transparentes permitem o acompanhamento visual da integridade da pele do bebê, o que dá uma maior tranqüilidade aos pais.

Lenços umedecidos ou algodão com água morna?
A higiene do dia-dia deve ser feita com água morna e algodão. Quando necessário o uso de sabonete líquido neutro desenvolvido para bebê, também pode ser utilizado. O lenço umedecido é uma alternativa prática para uso em passeios e viagens. A pele do bebê é bastante sensível e, produtos que contenham substâncias químicas que possam deixar resíduos na pele, devem ser usados o mínimo possível.

Sabonetes com perfume pioram o problema?
Sabonetes com perfume freqüentemente contém em sua composição substâncias que podem causar irritações. É importante utilizar sabonetes próprios para bebês, hipoalergênicos, neutros e, de preferência, na forma líquida para facilitar o controle da quantidade de uso.
Tratamento:
Se a pele estiver apenas vermelha,podemos usar um corticóide de baixa potência.
Se houver bolinhas brancas ou avermelhadas com leve descamação,devemos usar um antifúngico.
Prefiro não usar as famosas associações,pois normalmente há um corticóide de maior potência e um antifúngico não tão bom na fórmula.
Para prevenir,uso muito o Bepantol,Dermodex prevent ou Cetrilan protetor.
Lembre-se ,sempre procure e siga as recomendações do seu pediatra.